O dia 18 de maio marca o combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. A data foi escolhida porque nesse dia, no ano de 1973, uma menina de 8 anos, de Vitória (ES), foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. Seu corpo foi encontrado seis dias depois, carbonizado, e os seus agressores nunca foram punidos.

Longe de ser um caso isolado, essa é uma triste realidade, que destrói a vida de milhões de crianças e adolescentes ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que sejam 500.000 crianças e adolescentes as vítimas de exploração sexual, sendo que a maioria tem entre 7 e 14 anos [1].

Definições

A violência sexual se caracteriza pelo abuso ou exploração (quando o ato gera lucros ao agressor – prostituição, pornografia, redes de tráfico ou turismo sexual) do corpo e da sexualidade, utilizando-se da força ou de outra forma de coerção, para envolver crianças e adolescentes em atividades sexuais, as quais são impróprias a sua idade, desenvolvimento físico e psicológico.

Consequências

As consequências para as vítimas da violência sexual são variadas, e profundas. Podem ser de ordem psicológica (conformando quadros fóbico-ansiosos, obsessivo-compulsivos, depressão, distúrbios do sono, aprendizagem e alimentação, disfunções e distúrbios sexuais, etc.), bem como orgânicas, somáticas e sociais [2].

Para crianças, os impactos são ainda mais devastadores, pois os relacionamentos que uma pessoa tem na infância (especialmente com pais ou cuidadores) são considerados a base para todos os relacionamentos futuros, nas interações interpessoais significativas [3]. A maior parte dos pesquisadores concorda que o abuso sexual infantil é “facilitador para o aparecimento de psicopatologias graves, prejudicando a evolução psicológica, afetiva e social da vítima” [2].

Violência sexual é crime

As legislações pertinentes, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição Federal e o Código Penal preveem que o abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes são crimes hediondos, ou seja, não dão direito a fiança, indulto ou diminuição de pena por bom comportamento, e têm penas severas.

O que você pode fazer?

Para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes, a principal arma é a prevenção, especialmente com a sensibilização a respeito dessa realidade e a identificação de crianças e adolescentes em situação de risco. Uma vez identificada essa situação, o próximo passo é fazer uma denúncia, ao conselho tutelar, delegacias especializadas, polícias militar, federal ou rodoviária, ou por meio de uma ligação para o Disque Denúncia – o número 100.

Todos os anos, a realidade da violência sexual contra crianças e adolescentes é colocada em voga, especialmente por meio de campanhas como a “Faça Bonito”, que objetiva mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento contra a violação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. Procure informações sobre as atividades que serão realizadas em sua cidade, especialmente no dia 18 de maio.

Além disso, nós, do projeto “O mal que eu não quero” queremos convidar você a fazer algo muito efetivo: com sua contribuição, nós podemos colaborar para o resgate de crianças que são vítimas da exploração sexual. Saiba mais, acessando:

www.omalqueeunaoquero.com.br/18demaio

Compartilhe este texto, levando adiante a conscientização e a oportunidade de ajudar. Junte-se a nós nesse combate!

Referências:

  1. SENASP, DATAFOLHA, CRESPI, ECPAT BRASIL. Pesquisa nacional de vitimização. 2013.
  2. FLORENTINO, B. As possíveis consequências do abuso sexual praticado contra crianças e adolescentes. In: Revista de Psicologia, v. 27, n. 2, p. 139-144. 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/fractal/v27n2/1984-0292-fractal-27-2-0139.pdf
  3. DALBEM, J.; DELL’AGLIO, D.. Teoria do apego: bases conceituais e desenvolvimento dos modelos internos de funcionamento. 2015. Disponível em: http://seer.psicologia.ufrj.br/index.php/abp/article/view/40/57

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