Robôs sexuais, pornografia e redes sociais – o que eles têm em comum? Se a tecnologia pode nos afastar do amor, isso já está acontecendo; mas não precisa ser assim. “Em 2030, a maior parte das pessoas vai fazer alguma forma de sexo usando realidade virtual”. A previsão é de Ian Pearson, consultor em tecnologia, em matéria da Folha sobre “robôs sexuais”.

Apesar de ser algo sobre o que pouco se fala, robôs com que se pode fazer sexo são vendidos desde 2010 – são máquinas com tamanho e aparência humana, com alguns movimentos e falas pré-programadas. De acordo com as principais empresas do ramo, há até mesmo relatos de consumidores que se casaram com suas máquinas!

Diante disso, surge a questão: será que a tecnologia pode nos afastar do amor?

Isso já está acontecendo

Enquanto “robôs sexuais” não são uma realidade tão popularizada, outras formas de utilização da tecnologia já nos têm afastado do amor.

Basta verificar as estatísticas do acesso à pornografia para constatar que, na expressão da sexualidade, a maioria das pessoas já têm escolhido fantasias virtuais, ao invés de pessoas reais:

  • 79,18% dos homens acessam pornografia pelo menos uma vez por mês;
  • 88,24% dos adolescentes (13 a 17 anos) consomem pornografia semanalmente;
  • 58,33% das pessoas casadas veem pornografia com frequência mensal*.

Mas essa questão não se restringe à pornografia. A tecnologia também pode impactar outras maneiras de vivenciar o amor, além da sexualidade. Quer ver como ela faz isso? Reflita sobre as duas seguintes questões:

  • Quanto tempo em frente a uma tela você tem passado de maneira despropositada?
  • O que aconteceria se você escolhesse dedicar esse tempo a interações significativas com outras pessoas?

Isso não precisa ser assim

Pode até ser que os “robôs sexuais” e a pornografia interfiram no interesse de pessoas por um relacionamento sexual real. Mas também precisamos estar atentos à influência de redes sociais, videogames, e mesmo a checagem de emails de trabalho nas simples interações com as pessoas reais que estão ao nosso redor.

Ainda assim, se você pensar bem, não é a tecnologia em si que nos afasta do amor. A maneira como nos apropriamos da tecnologia é que pode nos aproximar ou distanciar uns dos outros.

A tecnologia tem muito a nos oferecer. Ela pode ser uma ferramenta útil para conectar pessoas distantes e reduzir o tempo de atividades, dando-nos mais tempo para nos dedicarmos a pessoas.

Em um contexto repleto de opções e oportunidades para utilizarmos a tecnologia, esse desafio é ainda maior. Mas a boa notícia é que essa batalha não está perdida!

Em muitos casos, os relacionamentos entre pais e filhos, irmãos, amizades e casamentos poderiam ser transformados por uma decisão consciente de a eles nos dedicarmos. Essa escolha está em suas mãos. Literalmente. Você não precisa deixar que a tecnologia o afaste do amor. Você pode viver o amor ao próximo quando escolhe priorizar relacionamentos, ao invés de entretenimento; pessoas, ao invés de atividades.

O que você pode fazer?

A tecnologia pode ser nossa amiga no desafio de construir relações significativas com as pessoas. Compartilhe este texto para que mais pessoas compreendam essa realidade!

Comente abaixo se você percebe outros exemplos em que o mal uso da tecnologia pode acabar nos afastando do amor.

*Os dados são do relatório “Hábitos no consumo de pornografia”, pesquisa inédita realizada no Brasil, que analisou as respostas de 400 pessoas a questões relacionadas ao consumo de pornografia e relacionamento virtual. Para conhecer esses dados, e as opiniões de especialistas no assunto, baixe nosso eBook gratuito.

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