Você acredita que existe um prêmio para as pessoas que combatem a pornografia?

Isso pode até parecer algo inusitado, mas quando compreendemos os impactos destrutivos que a pornografia causa aos indivíduos que a consomem, aos relacionamentos, a quem está na indústria pornográfica e à sociedade em geral, vemos que essa premiação faz muito sentido.

A luta contra a pornografia é uma luta a favor do amor! Ela deve ser celebrada!

O que eu não imaginava, é que entre tantas pessoas ao redor do mundo que foram indicadas para esse importante prêmio, as quais têm feito coisas incríveis nessa luta, eu seria o único brasileiro mencionado como um dos 12 “Guerreiros do Ano” de 2017!

(A postagem oficial, em inglês, você pode conferir aqui. E a tradução para o português, aqui).

Legal, né? O site “Fight The New Drug” divulgou a premiação, e mais de 1,4 milhão de pessoas puderam conhecer um pouco de minha história, e o que temos feito aqui no projeto “O mal que eu não quero”. Portanto, esse prêmio é seu também! 🙂

No entanto, apesar de essa premiação ser muito legal, há outras recompensas incríveis para quem tem a coragem de compartilhar sua história. E é sobre 3 delas que quero falar com você:

Ser honesto consigo mesmo diminui o poder destrutivo da vergonha

É difícil quebrar a barreira do silêncio, quando olhamos para nós mesmos e reconhecemos nossos pecados. Nossa tendência é escondê-los, porque nos trazem vergonha.

Mas é aqui que reside um grande perigo: ao mantermos esses pecados em nosso íntimo, com o tempo a vergonha pode nos fazer pensar que eles fazem parte de nossa identidade. Assim, ela nos leva à desilusão, ao concluirmos: “é assim mesmo que eu sou, não tem jeito”.

E o pior é que você até acha que consegue se esconder atrás das máscaras das boas ações ou do vitimismo. Mas, no fundo, você sabe que vive um personagem, alguém com uma bela aparência externa, mas com um coração pesado.

O pecado continua ali.

Escondê-lo vai tirar de você a oportunidade de enfrentá-lo, e eliminar qualquer chance de vencê-lo.

É preciso ser realista. Somente a honestidade destrói o poder da vergonha e abre caminho para que, com coragem, você possa compartilhar sua história.

Confissão é o único caminho para o perdão

Qual é a resposta que todos nós esperamos, quando confessamos nossos erros?

Bom, pelo menos a resposta que eu espero é: “você está perdoado”. É a resposta que eu mais desejo, mesmo que minhas falhas sejam graves.

O problema é que, para que alguém a quem machuquei possa me perdoar, essa pessoa precisa saber do mal que lhe causei.

E essa é a parte difícil.

A boa notícia é que a confissão pode abrir as portas para o perdão. Essa foi a situação que vivi quando finalmente confessei meu problema com a pornografia para minha namorada (Luise). Isso foi devastador para ela, mas seu amor lhe permitiu estender a mim a graça do perdão.

Agora, um aviso importante: pode até ser que a pessoa ofendida não lhe conceda o perdão. Mas a responsabilidade do ofensor é confessar – é a coisa certa a se fazer.

No entanto, lembre-se de que mesmo que você não receba o perdão da outra pessoa, a Bíblia nos lembra que Deus tem parâmetros diferentes, e que, por causa de Jesus, Ele está sempre pronto para perdoar: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar todos os pecados e nos purificar de qualquer injustiça” (1Jo 1.9).

Ter alguém para dividir o fardo e compartilhar a caminhada

O maior objetivo de compartilharmos nossas histórias, falhas e pecados, é trazê-los à luz, para lidar com eles da maneira correta. E uma das maneiras mais incríveis como Deus age em nossa vida, é colocando pessoas ao nosso lado, para nos ajudar a lidar com essas situações.

Foi isso que aconteceu quando compartilhei meu problema com um grande amigo (Alan). Com muito amor, ele me ajudou a combater a vergonha, e entender que minha identidade não era “viciado” ou “pervertido”, mas, em Jesus, sou “amado” e “perdoado”. Ele me ajudou a começar a viver à luz dessa verdadeira identidade, e combater a pornografia.

Essa é uma das maiores recompensas que recebemos, quando abrimos nosso coração, e compartilhamos nossa história com um irmão na fé. Compartilhar a caminhada, dividir o fardo. Então, com quem você pode compartilhar sua história hoje?

O que você pode fazer?

Eu já assumi o desafio: neste início de ano, vou compartilhar com você um pouco mais de minha história. Se você quer receber os textos em seu email, além de outros recursos gratuitos para ajudá-lo na luta contra a pornografia, inscreva-se em nossa comunidade exclusiva!

Mas também quero saber de você: qual é a sua história? Você tem lutado por amor, combatendo a pornografia? Tem ajudado outras pessoas em suas lutas? Quais têm sido os maiores desafios em sua caminhada? Comente abaixo!

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