Em cada janela de cada casa, em cada cidade de cada estado, em todo país do mundo, há neste momento pessoas que riem ou choram. Cada um desses risos é multiplicado pela intensidade da gratidão e da esperança, e cada choro cresce exponencialmente com a culpa e a vergonha. Em cada uma dessas situações, orações sobem aos céus, em agradecimentos ou súplicas a Deus.

Você sabe do que estou falando? Estou falando daquela oração cheia de angústia, daquele choro sincero, daquele pedido de socorro que surge quando caímos em tentação mais uma vez.

Talvez você já tenha se sentido assim… Desamparado, desiludido, carente de um milagre. E, se pensarmos que nossa oração é somada àquelas que surgem na janela ao lado, isso pode nos fazer pensar que Deus não é capaz de responder todas elas. Às vezes, parece que Ele nem mesmo as ouve, não é verdade?

Mas a boa notícia é que Ele não só as ouve como também responde (Sl 118.5).

A maneira como Ele responde é que pode não ser exatamente o que você espera.

Deus está na janela ao lado?

Certamente, Deus realiza milagres e atende diretamente pedidos de oração. Mas uma das maneiras mais incríveis como Ele responde nossas orações é por meio de outras pessoas que coloca em nossa vida.

Um ombro amigo, uma palavra de conforto, um choro ou um riso compartilhado. Quantas vezes você já foi abençoado por alguém próximo, ou mesmo por alguém inesperado?

Esse é o chamado que Ele nos fez, quando disse por meio do apóstolo Paulo: “alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram” (Rm 12.15). Nosso chamado é compartilhar do choro e da alegria.

Por isso, a resposta para nossas angústias pode estar na janela ao lado. E, o que é ainda mais impressionante: pode ser que você também seja a resposta para as angústias de seu próximo.

Agora, o que você pode fazer para que esse “compartilhar” se torne uma realidade cada vez mais presente em sua vida? Aqui vão 3 observações:

1: Para compartilhar, é preciso iniciativa

Assim como existem paredes que dividem os diferentes choros e alegrias nas casas e apartamentos de nossas cidades, também há barreiras invisíveis que nos distanciam uns dos outros. Entre elas, por exemplo, o medo de ser julgado ou mal interpretado, a falta de tempo, e até mesmo a desconfiança de que o próximo não precise de mim – ou que eu não precise dele – para nada.

Para compartilhar a vida, para chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram, precisamos tomar a iniciativa e lutar contra essas barreiras. É preciso honestidade, confiança, coragem para dar o primeiro passo. Pode ser difícil, mas é necessário.

2: Para compartilhar, é preciso olhos atentos

O texto de Romanos 12 fala que Deus nos deu diferentes dons. Alguns têm o dom de pregar a palavra de Deus; outros, de servir; e outros ainda, de dar ânimo, ajudar ou ter misericórdia. E o que me chama a atenção é que esses dons – presentes que Deus nos dá – só encontram sentido de existência quando são praticados no amor ao próximo: “o amor deve ser sincero (…). Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal” (Rm 12.9-10).

Por isso, para compartilhar o amor, precisamos ter olhos atentos ao nosso redor. Quem ao seu redor tem um dom que pode ser a resposta para suas orações hoje? E, além disso, como você pode dedicar seus dons ao amor ao próximo, e assim abençoar alguém hoje?

Esteja atento, pois o Filho de Deus está sempre ao redor, fazendo com que seu amor se torne presente em nossos prédios, em nossas casas, em nossas vidas – e também na vida de outras pessoas, por meio de nós.

3: Temos um Deus que veio compartilhar conosco

Diante dessas duas primeiras observações, preciso confessar para você: eu me sinto meio frustrado. Eu entendo que ter iniciativa e olhos atentos seja importante para que eu possa viver o chamado que Deus nos fez. Mas isso é muito difícil. E se torna ainda mais difícil quando me dou conta do meu pecado.

Nesse momento, preciso ser relembrado de que essa sensação é legítima. Faz sentido ter esse receio da proximidade. Afinal de contas, é exatamente isso que o pecado nos traz: nos afasta de Deus, nos afasta do próximo, e nos afasta de nós mesmos.

E nesse contexto, preciso, mais do que tudo, ser relembrado de que há esperança.

Temos um Deus que veio ao nosso encontro, se alegrou e chorou conosco, compartilhou de nossas dores. Jesus sabe que a batalha é difícil, sabe o que é preciso para vencê-la, e venceu a maior de todas em nosso lugar! Ao tomar sobre si nosso pecado, Jesus nos trouxe novamente para perto de Deus (Ef 2.13).

Por causa da obra de Jesus, podemos compartilhar nossos choros e alegrias com o próprio Deus. E, também por isso, temos liberdade para fazer o mesmo em direção ao nosso próximo. Tome essa iniciativa, e esteja atento, para compartilhar o amor – no choro ou na alegria. E, em tudo, lembre-se de que, se temos o privilégio de viver esse amor, é porque Ele nos amou primeiro.

O que você pode fazer?

Há muitas oportunidades para viver o amor de Deus. E, hoje quero lhe fazer um convite especial: você pode ser a resposta para orações de crianças do outro lado do mundo!

Nós estamos chegando ao fim de mais uma Campanha “18 de Maio”, e a sua generosidade pode transformar a vida de crianças que são vítimas de exploração sexual – levando para elas liberdade e esperança. Descubra o que você pode fazer, neste link.

Compartilhe este texto, para que mais pessoas conheçam essa realidade!

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