Alguns estudiosos dizem que Jesus morreu nu. Certamente, como qualquer um de nós, ele nasceu nu. Mas, para mim, o mais impressionante é que, mesmo após ressuscitado, Jesus continua nu.

Bem, antes de eu explicar melhor o que quis dizer e onde quero chegar com isso, deixe-me tentar esclarecer algumas coisas.

Uma breve história da nudez

Apesar dos tabus e da vergonha que rondam esse tema, precisamos nos lembrar que as coisas nem sempre foram assim.

O registro histórico que a Bíblia traz sobre o princípio da humanidade nos revela que fomos criados nus, e que isso não nos trazia vergonha (Gn 2.25). Pelo contrário, essa nudez literal e também figurativa expressava a total abertura, transparência e confiança nos relacionamentos – tanto entre a humanidade e Deus como entre os próprios seres humanos.

Essa nudez é a vulnerabilidade saudável que existe na sexualidade inerente ao casamento, quando dois decidem despir-se de si mesmos, se revestem um do outro, e assim se somam em um.

Mas, quando falei da nudez do Cristo ressuscitado, não era dessa nudez que eu estava falando.

Nus, com vergonha, e com razão

Estou falando da nudez que revela a intimidade da pele, mas cria uma grossa carapaça na alma.

Estou falando da nudez dos nudes levianos ou indesejados.

Estou falando da nudez das produções pornográficas – aquela que só a violência física e psicológica tornam possível e que o meu e o seu “pequeno mau hábito” tornam rentável.

É nessa nudez que Cristo mergulha. E parece se identificar conosco a tal ponto que se permite ser dela resgatado.

Jesus, nu

Jesus afirma que, no juízo final, dirá aos seus amados: “estava nu, e me vestistes” (Mt 25.36).

Mas, sem saber exatamente o que isso significa, nós lhe perguntaremos: “quando te vimos nu, e te vestimos?” (Mt 25.38).

Então, Jesus responderá: “em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.40).

Ao mergulhar na experiência humana, em Jesus, Deus se identifica com o ser humano, e experimenta cada nuance de nossa dor e sofrimento. E justamente porque ele ressuscitou, ele vive, e continua se fazendo vulnerável em meio a nós.

Por isso, hoje, quando me deparo com pornografia, meus olhos enxergam além das telas e eu não mais vejo um objeto. Mas vejo um ser humano, carente de cuidado, carinho e afeto. Eu vejo a criação divina, à Sua imagem e semelhança – mulheres, meninas, vítimas de exploração, carentes de esperança. Quando vejo meu próximo nu, é o próprio Filho de Deus que vejo.

Não digo isso para que você tenha medo. Lembre-se: sua posição no juízo final não depende de você deixar de ver pornografia. Digo isso para que possamos reconhecer o privilégio que é termos um Deus que vem ao nosso encontro, e se torna tão disponível a nós, a ponto de aceitar nossos opacos atos de amor ao próximo (como, por exemplo, deixar de ver pornografia), como se fossem um brilhante sacrifício dedicado ao próprio Deus.

Jesus continua nu, por amor a você. E você pode vesti-lo.

O que você pode fazer?

Há algum tempo, me deparei com a seguinte frase: “nessa geração de nudes, seja aquele que veste quem está nu” (Thiago Torres). Agora, como você pode fazer isso?

Deixar de ver pornografia, recusar-se a ver ou enviar nudes, são formas de engajar-se nessa luta. Mas juntos, podemos ir ainda mais longe! Podemos contribuir para que, de fato, alguns de nossos pequeninos irmãos e irmãs que são vítimas da indústria pornográfica tenham sua vida resgatada!

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