56% dos divórcios têm relação direta com um interesse excessivo por pornografia, por parte de um dos cônjuges. É o que revela o relatório da AAML, instituição norte-americana que reúne especialistas em Direito de Família [1]. Apesar de ser a mais drástica, essa é apenas uma das consequências prejudiciais que a pornografia pode trazer a um casamento.

De acordo com a socióloga Jill Manning [2], pesquisas indicam que o consumo de pornografia está associado ao surgimento dos seguintes fatores, entre outros:

  • Aumento de problemas conjugais, e do risco de divórcio;
  • Aumento do interesse por práticas sexuais violentas ou abusivas;
  • Aumento do número de pessoas com problemas relacionados a comportamentos sexuais aditivos;
  • Diminuição da intimidade e da satisfação sexual;
  • Infidelidade;
  • Desvalorização da monogamia, do casamento e da criação de filhos.

O papel determinante da pornografia em cada um desses fatores pode ser demonstrado de diversas formas. Por exemplo, sabe-se que a exposição a conteúdo pornográfico causa no cérebro do consumidor uma descarga de hormônios que, em excesso e associada a um comportamento repetido diversas vezes, o leva a uma redução de interesse por outras atividades – como a convivência familiar e até mesmo a relação sexual com o cônjuge – fenômeno que é conhecido como “dessensibilização” [3].

Ver pornografia também torna as pessoas mais tolerantes à violência – especialmente contra a mulher – e mais propensas a agirem violentamente no relacionamento com outros indivíduos. A agressão física é extremamente comum em vídeos pornográficos, sendo detectada em quase 90% das ocasiões [4], e isso leva o indivíduo que consome pornografia a normalizar as atitudes de atores e atrizes, e o influencia a praticar os mesmos comportamentos.

Mesmo que o interesse da indústria pornográfica seja vender sua imagem como algo inofensivo, fica claro que os impactos negativos que a pornografia pode trazer a um indivíduo são diversos. E, para quem está no contexto de um casamento, é inevitável que esses efeitos se alastrem, atingindo assim o cônjuge, e também os filhos.

Mais do que isso: a pornografia é apresentada como uma ferramenta para distração e prazer, com a proposta de satisfação sexual garantida, a qualquer momento, e da forma que o consumidor desejar. Dessa forma, gera em seu usuário expectativas distorcidas com relação à sexualidade, e um senso de que ser satisfeito é o principal objetivo em um relacionamento.

Assim, não é difícil concluir que a pornografia destrói tantos casamentos justamente porque ela é completamente antagônica ao casamento, pois esse implica em sacrifício e dedicação por outra pessoa – sem a garantia de satisfação de desejos egoístas. É por amor mesmo.

O que você pode fazer?

Recuse-se a clicar em conteúdo pornográfico, e assim previna a si mesmo e seu casamento de muitos males. Compartilhe este texto, levando conscientização a casais e indivíduos que se interessam pelo relacionamento de amor que é o casamento.


Referências:

  1. DEDMON, J. Is the Internet bad for your marriage? Online affairs, pornographic sites playing greater role in divorces. 2002.
  2. MANNING, J. Hearing on pornography’s impact on marriage and the family. 2005.
  3. WILSON, G. O grande estudo da pornografia. TEDxGlasgow, 2012. Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=AWoZUEIGK4w
  4. BRIDGES, A.; WOSNITZER, R.; SUN, C. e LIBERMAN, R. Aggression and sexual behavior in best-selling pornography videos: A content analysis update. In: Violence Against Women 16. 2010.

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