Querida irmã,

Existem forças atuando no universo, que insistem em tentar tirar as suas roupas.

A primeira delas você conhece bem. São os “likes”. Eu tenho certeza de que você já notou que a matemática é tentadora. Quanto menos roupas, mais likes. E, quanto mais likes, maior a sensação de aceitação – maior o sentimento de que alguém realmente gosta de você.

Em segundo lugar, estão os meninos. É, eu sei que muitos deles têm mais de 18 anos. Muitos têm um carro, até mesmo uma casa. Podem ter emprego, faculdade, e muita barba no rosto. Mas, por ora, vou continuar chamando-os de meninos. Logo você vai entender por quê.

Por fim, eu diria que nossa cultura é uma das grandes responsáveis por fazer parecer que você precisa tirar suas roupas. A quantidade avassaladora de pornografia que simplesmente pipoca nas telas de computadores, celulares e outros dispositivos ao nosso redor é sufocante. E, para mim, o que torna tudo mais difícil é o fato de ela ser celebrada.

É “coisa de homem”. É normal, natural, e até desejável… Ao menos é isso que a nossa cultura diz.

Diante dessas três forças, o que fazer?

Bem… Eu gostaria de dizer a você, querida irmã, que apesar disso tudo, você não precisa tirar a roupa.

É fato: eu não consigo me colocar em seu lugar. Eu não tenho a sua experiência. Mas de uma coisa eu sei: você é muito mais do que a nudez pode mostrar.

Não importa o quão reveladora uma foto seja, ela não consegue captar seu riso contagiante. Não mostra seus sonhos inspiradores, nem suas angústias e preocupações. Sua dedicação, sua maneira amorosa de tratar as pessoas e mesmo seus vários defeitos ficam escondidos… E é tudo isso que faz de você alguém infinitamente mais do que merecedora de likes. Você não é só “gostável”. Você nem é só amável.

Você é amada.

Um verbo no modo “definitivo”.

Pode até não parecer. E, admito, eu também sou culpado por isso.

Mas quero que saiba que você é amada. Você é aceita. Você é querida. Do jeito que você é. Não precisa tirar a roupa.

Você é amada, acima de tudo, por aquele que é o Amor. Isso não depende das suas qualidades, defeitos, nem de mim e nem de ninguém. Só depende dele. O amor de Deus é absoluto, e ele ama você.

Ama tanto, que se fez homem.

E, como eu disse, existe uma diferença entre homem e menino.

Veja bem. Não importa o quanto os meninos insistam – se eles querem ver você sem roupas antes de assumirem um compromisso, isso só prova que são, de fato, meninos.

O Deus que se tornou homem, antes de qualquer coisa, assumiu um compromisso com você. Ele se despiu da glória celeste, veio ao nosso encontro, vestiu as nossas vestes da culpa, da vergonha, e morreu – provavelmente, nu.

Quem ama se compromete. Lembre-se disso.

Infelizmente, nossa cultura não consegue compreender essa realidade.

E o grande perigo é que, junto com as roupas, querem tirar a sua dignidade. Querem roubar sua intimidade, e destruir sua identidade.

Querida irmã, você não precisa tirar a roupa.

Aquele que é digno veio amar os indignos. Aquele que é íntimo de Deus foi por ele abandonado, se atirou em nossos profundos abismos, para nos trazer à intimidade divina. Aquele que simplesmente é, veio amar os que não são, e nos dar uma nova identidade. Novas vestes. Não mais aquelas do jardim, que escondem nossa vergonha. Jesus nos deu suas próprias vestes – somos filhas e filhos do Pai.

Espero que você encontre descanso nessa certeza.

Mesmo que a batalha seja difícil, e mesmo que você já tenha sucumbido a alguma dessas forças – porque, afinal, elas são mesmo poderosas.

Nas vestes limpas de Jesus há descanso. Há conforto, há leveza.

Essa roupa, especialmente, você não precisa tirar.

“Mudaste a minha veste de lamento em veste de alegria” (Sl 130.11).

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