43,77% das pessoas se sentem frustradas por verem pornografia [1]. A grande maioria delas relata acessar conteúdo pornográfico buscando prazer sexual e, no entanto, sua busca geralmente resulta em frustração e culpa.

Sob uma perspectiva fisiológica e psicológica, a frustração se dá porque a pornografia simplesmente não é capaz de satisfazer os grandes desejos de seu consumidor. Utilizando-se de uma comparação inusitada, mas esclarecedora, é como se essa pessoa procurasse aliviar sua enorme sede bebendo um copo bem gelado de água do vaso sanitário: ela pode até matar a sede, mas deixa na boca um gosto amargo e com certeza fará mal a quem bebe.

A pornografia faz muitas promessas, mas são todas falsas, e isso frustra quem a consome. No entanto, o resultado quase sempre ultrapassa a frustração, e leva o consumidor à culpa, à tristeza, ao desespero, à desilusão, ao vício, e a muitos outros impactos destrutivos.

Para reduzir os riscos de cairmos nessas armadilhas, precisamos conhecer essas promessas que a pornografia faz, e entender por que elas são falsas. Então, aqui vão 5 das principais promessas enganosas da pornografia, e os motivos por que ela não pode satisfazer você:

1: A pornografia pode apimentar a relação

Essa você já deve ter ouvido alguém falar. Muita gente acredita que pode ser bom para a vida sexual de um casal assistirem pornografia juntos para “aquecer os motores”. Mas essa é apenas uma propaganda enganosa… Afinal, a pornografia tem a capacidade de invadir o pensamento de quem assiste e, por isso, ver pornografia juntos é o mesmo que convidar outra pessoa para esse relacionamento.

Ver pornografia é infidelidade, porque o divide entre quem está em sua frente e quem está em sua mente. Por isso, a pornografia é mencionada como influência em 56% dos processos de divórcio [2].

Ao invés de “esquentar as coisas” e “apimentar a relação”, é bem mais provável que a pornografia cause um incêndio em seu relacionamento, queimando como pimenta em seus olhos.

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2: Trabalhar na indústria pornográfica traz fama, dinheiro e prazer

Isso pode até ser, em parte, verdade, para 0,001% dos atores e atrizes que trabalham com a indústria pornográfica. Mas, para a absoluta maioria dessas pessoas, essa carreira é um péssimo negócio.

Basicamente, seu cotidiano consiste em:

  • Sofrer violência física e psicológica extremas,
  • Abusar de drogas ilícitas numa tentativa de anestesiar a dor causada pela violência,
  • Contrair doenças sexualmente transmissíveis,
  • Utilizar o ínfimo dinheiro que ganha para manter os padrões estéticos exigidos,
  • Ver sua carreira acabar em no máximo um ano.

Promessas falsas. Na pornografia, não há fama, mas sim a destruição da identidade. Não há dinheiro, mas sim dívidas crescentes em relações profissionais literalmente escravizadoras. Não há prazer, mas sim a constante e repetida violência que destrói o corpo, a alma e o coração.

Leia mais: Um dia de trabalho na indústria pornográfica

3: Acessar pornografia pode ser uma boa forma de “dar uma aliviada”

Mentira. Por todos os impactos negativos que a pornografia traz para quem a consome, é fácil entender que o risco de utilizá-la para aliviar tensões, sejam elas sexuais ou não, é alto demais – não vale a pena.

No entanto, a realidade é que a pornografia nem mesmo tem a capacidade de cumprir essa promessa. O poder de influência que a pornografia tem sobre nosso cérebro é enorme. Ela atua em nosso sistema de recompensas, desvirtuando hormônios e transformando caminhos neurais, levando seu consumidor a uma aparente satisfação imediata, mas que, em curto ou longo prazo, se transforma em vício.

Ver pornografia não alivia, mas só aumenta a urgência por mais pornografia. Ela não alivia, mas escraviza.

Leia mais: O que acontece em meu cérebro quando vejo pornografia?

4: Crianças e adolescentes podem aprender sobre sexo vendo pornografia

A menos que você acredite que o único objetivo do sexo é alcançar um orgasmo, que tudo o que gera atração em uma pessoa é sua aparência física, que comportamentos não têm consequências, que toda experiência sexual é totalmente satisfatória, que “não” significa “sim”, e que as pessoas são descartáveis, então você há de concordar que a pornografia é uma péssima professora de educação sexual.

A pornografia distorce, desvirtua e destrói o que é o sexo. Se você se importa de verdade com uma criança ou adolescente, com o que acontece em seu cérebro, seus relacionamentos, e com sua percepção sobre o que é uma sexualidade saudável, tenha certeza: a pornografia não lhe pode trazer nenhum benefício. Ela pode até prometer, mas não cumpre.

Leia mais: 6 péssimas ideias sobre sexo que a pornografia ensina

5: Pornografia é coisa de homem

Vivemos em uma cultura que, ou celebra a pornografia – como se fosse um sinal de masculinidade – ou então a critica, mas sem muitas esperanças de que homens possam livrar-se dela – como se não houvesse alternativa, como se a pornografia fosse “coisa de homem”.

No entanto, se considerarmos que o homem foi criado para cuidar, cultivar e celebrar o amor e a vida, concluiremos que ver pornografia é algo totalmente contrário ao que significa ser homem. Ver pornografia é falta de amor-próprio, e de amor ao próximo, esteja ele ao seu lado ou distante – atrás das telas da indústria pornográfica.

É preciso ser homem de verdade, com força e sensibilidade, para tomar a brava atitude de dizer “não” à pornografia. Homens fortes e sensíveis se tornam capazes de tomar essa decisão e persegui-la, buscando a ajuda necessária. Homens de verdade dizem não à pornografia, porque sabem amar de verdade.

Assista: Pornografia é coisa de homem?

O que você pode fazer?

A pornografia não pode satisfazer quem tem sede de amor, intimidade e prazer de verdade. Não se engane: ela faz promessas falsas, e só traz frustração para quem a consome.

“Jesus disse: Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna” (Jo 4.13-14).

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Referências:

  1. DOLNY, Miguel. Hábitos no consumo de pornografia. Hora Luterana, São Paulo: 2017 Disponível em: www.omalqueeunaoquero.com.br/ebook
  2. DEDMON, J. Is the Internet bad for your marriage? Online affairs, pornographic sites playing greater role in divorces. 2002.

Para conhecer as estatísticas mais recentes sobre pornografia no Brasil, e as opiniões de especialistas no assunto, baixe gratuitamente o relatório “Hábitos no Consumo de Pornografia”.

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